A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), presente na abertura da Assembleia Geral da Federação dos Povos e Organizaçoes Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), reafirmou o compromisso com a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas e destacou legados alcançados nos três anos de gestão indígena na autarquia indigenista. A assembleia iniciou nesta segunda-feira (26), na aldeia Quatro Cachoeiras, localizada na Terra Indígena (TI) Utiariti, município de Campo Novo do Pareci, no Mato Grosso (MT).
Na primeira assembleia do ano a Funai apresentou aos povos indígenas os avanços alcançados ao longo dos três anos de gestão (2023 a 2025) da presidenta Joenia Wapichana, a primeira pessoa indígena a exercer o cargo na autarquia indigenista.
Durante a assembleia, a presidenta Joenia destacou a reestruturação da Funai como um marco importante na conquista de espaço, principalmente, da participação indígena. "A gente sabe que é extremamente necessário os servidores da Funai estarem atuando nas unidades locais. E, pela primeira vez, nós tivemos 30% das vagas para os povos indígenas. Isso nunca aconteceu na administração pública", destacou.
Ao assumir a gestão em 2023, um dos desafios foi a reconstrução e o fortalecimento institucional da Funai, mas também o fortalecimento dos direitos dos povos indígenas. Segundo a presidenta, "fazer o fortalecimento institucional da FUNAI, era também fazer o fortalecimento do direito dos povos indígenas. Sabíamos do desafio, mas mesmo assim fizemos. Fizemos o nosso planejamento, desde o momento do concurso público, resgatando o quadro da FUNAI, para que tivessem mais servidores públicos", reforçou.
A chegada de novos servidores fortaleceu a atuação em diversas demandas, principalmente no processo de demarcação, uma das principais linhas de atuação do órgão. Uma atuação que envolve servidores para o levantamento de campo, os grupos de identificação, as análises e demais processos minuciosos e técnicos.
Como legado da gestão indigena, Joenia Wapichana celebrou as 20 terras indígenas homologadas no governo Lula, incluindo as terras Manoki, Uirapuru e Estação Parecis, localizadas no Mato Grosso. Essas três foram homologadas em 2025.
"E nós estamos aqui para fazer esse registro porque é importante a gente reconhecer o que avançou nesse mandato, nessa gestão indígena. Além da reconstrução também da FUNAI", celebrou.
Além das demarcações, houve avanços na reestruturação com a criação de novas diretorias, como a Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas (Didem), a Diretoria de Direitos Humanos e Políticas Sociais (DHPS). Ao todo são cinco diretorias para atender demandas dos povos indígenas em todo o Brasil. Também foram criadas as Coordenações de Suporte e de Articulação com Unidades Descentralizadas.
A abertura contou com a presença da ministra dos Povos Indígenas (MPI), Sônia Guajajara; da diretora administrativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide; da diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena; da diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), Juliana Tupinambá; e demais representantes de instituições e organizações indígenas locais.
Houve apresentações culturais com os povos indígenas Khisetje, Tapayuna, Rilbatsa e Haliti- Pareci. A Assembleia eletiva segue até sexta-feira (30) e recebe o apoio da Funai por meio da Coordenação Regional (CR) de Cuiabá e suas Unidades Técnicas Locais (UTLs)
https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2026/em-assembleia-indigena-no-mato-grosso-funai-reafirma-compromisso-com-os-povos-e-destaca-avancos-na-gestao-indigena
PIB:Oeste do Mato Grosso
Áreas Protegidas Relacionadas
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